“A amizade é um outro eu”Aqui está uma frase que me leva a escorregar nas palavras.
É um espelho . É o reflexo da minha consciência. São dois corações num corpo.
A amizade não é chamar amigo. A amizade não é apenas segredar a palavra do eu ao outro.
A amizade é um sentido longe dos outros. É um espaço entre eu e tu. Um intervalo egoísta e tirano. A amizade é ouvir duas vozes num único tom. Um amigo é um acto permanente de intenso nirvana. É sentir a dor do outro, limpar as lágrimas e aplaudir o sorriso. É uma religião, em segredo, com o outro. É um pacto de silêncio por entre palavras ruidosas. É um estado de Alma sem medos. É uma confiança sem dúvidas.
A amizade é como uma flor: precisa de água, necessita de ser regada e tratada. As flores, ás vezes, estão escondidas, tristes, mas sempre esbeltas e vivas. Todavia, e contra a corrente, secam. Mas, felizmente, há muita água debaixo das minhas RIBEIRAS (Pico) para regar a flor da amizade. Basta dar um pouco de vida em forma de atenção. Contudo, nem sempre os que estão á volta da flor são os melhores tratadores.
De que serve estar sentado ao pé da flor e deixa-la morrer de sede, de carinho? Prefiro cheira-la, dar-lhe um minuto de atenção, uma boa dose de oxigénio e muita luz. Mesmo que esse tempo seja fugaz e discreto.
Santa Cruz Ribeiras – Pico
PS – Foi no local desta foto que escorreguei em algumas destas palavras. De forma rápida.






AH!
=:)