terça-feira, julho 04, 2006
Keith Jarret – o Génio ainda mexe!!!
125 euros para ouvir Keith Jarrett no CCB

“Os bilhetes para o concerto de Gary Pea-cock, Keith Jarrett e Jack DeJohnette, que tocam no Centro Cultural de Belém a 12 de Novembro, custam entre 30 e 125 euros, um recorde de sempre: nunca, em 13 anos de espectáculos no CCB, houve bilhetes tão caros. Os bilhetes estão à venda desde sábado e já foram vendidos mais de 700 lugares - ou seja, mais de metade do Grande Auditório.” In Público
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Keith Jarret é história viva do piano. Jazz, blues, clássica, world music etc... são apenas alguns dos continentes do seu brilhante mundo. Apesar de ter uma doença grave e incapacitante, o génio continua a lutar para conseguir comunicar com o seu piano. Agora em Portugal com um trio que fez história. A não perder! (Saiba mais sobre Keith Jarret aqui)
 
Postado por Rui Goulart em 7/04/2006 |


10 Comments:


  • 04 julho, 2006 11:25, Anonymous Anónimo

    Reminiscências da juventude, a compra da fantástica edição “Sun Bear Concerts” da Reader’s Digest, constituída por 10 (!) LP’s. Já os tive cá nos Açores, mas resolvi transferi-los para a casa dos meus pais onde permanecem religiosamente guardados. No próximo ano poderão regressar definitivamente para cá, após resolver os problemas do temperamental gira-discos da Ariston (a inglesa Ariston of course…) e das colunas electro-estáticas da Quad. Estas últimas foram a principal razão da re-transferência, após a falta de adaptação/habituação ao clima e especialmente à humidade. Mesmo com um período de 24 horas de “queima” as meninas não sacavam nada que traduzisse o desempenho do amplificador Quad e do, Ariston (apelidado “à beira de um ataque de nervos”…).

    Quanto ao magnetismo, eternamente prensado no vinil de alta qualidade, não há nada a dizer. Lá fora, o Ariston (com cabeça Ortofon para este tipo de audição, que as Audio Magnetics são para outras “correntes”) a “bombar” e o conjunto, amplificador/colunas de painel, Quad “queimado” durante 24 horas = grande moca!!

    Mais tarde, o vinil experimentado numa aparelhagem, muito superior em todos os níveis, de um amigo, pude constatar que esta edição tem uma qualidade fabulosa. Foi um enorme risco empenhar os meus ordenados (muitos) nesta compra, principalmente vindo da Reader’s, mas …

    Só para abrir o apetite – Keith Jarrett acompanhado por (entre outros) por Chick Corea, Jack DeJohnette, o eterno Miles Davis, Airto Moreira, John Mclaughlin, Charlie Haden, George Benson, Hermeto Pascoal, Chet Baker e o indiscritível Jan Garbarek. (necessita de confirmação, pois posso estar a fazer confusão outra discografia de Keith Jarrett, que possuo).

    Os 125 € não são nada comparados com o titânico esforço para reclamar para moi a legítima propriedade desta fabulosa obra, e caso estivesse em Lisboa não hesitaria. Obrigar-me-ia a alguns esforços de contenção de despesas, como, por exemplo, privar-me da minha Bohemia (no caso da Guiness seria mais fácil/rápido eh eh eh) durante uns tempos, mas tudo se resolveria na boa.

    A gula é um pecado capital, mas quem quer saber disso?!

    Um abraço.

     
  • 04 julho, 2006 11:29, Anonymous Anónimo

    Ah!

    A mudança de nickname, prende-se com motivos óbvios.

    Clicando no link Assassino de blog's - poderá esclarecer a questão.

    Cumprimentos.

     
  • 04 julho, 2006 11:52, Anonymous Anónimo

    :::))) Gostei deste Coment.

    Os preços variam entre os 30 e os 125 euros, já estive a ver na net. É uma oportunidade única. A doença deste génio não é nada simpática (fadiga crónica).

    sobre a sua obra, destaque para os albuns a solo "la scala", "khol concert", Vienna e os fabulosos discos com este trio (jazz standards)entre muitos outros

     
  • 04 julho, 2006 12:28, Anonymous Anónimo

    De onde veio este comment há mais.

    Só é preciso ter cuidado que:

    - elas "andem" aí...

    :)

     
  • 04 julho, 2006 13:13, Blogger Rui Lucas

    Caro Jocaferro:

    Está a dar demasiada importância ao que foi escrito no jornal. Mantenha o seu knickname.

     
  • 04 julho, 2006 13:31, Anonymous Anónimo

    Rui Goulart:

    O problema é que eu também uso jocaferro nos meus contactos profissionais, há muito tempo. Isto já me acarretou diversos dissabores. Irei usar o anterior, quando tiver a situação profissional resolvida.

    Um grande abraço.

     
  • 04 julho, 2006 17:58, Anonymous Anónimo

    Confirmei, e estava enganado. Ai esta esclerose...

    Bem, como não o ouço desde 1985, com a matemática a sussurrar-me que foi há 21 anos, perdoo estes neurónios já meio passados.

    Após help me brother / father lá me enviaram um MMS com a capa da caixa que contém os 10 LP's. Pude assim relembrar-me que são concertos no Japão e a SOLO!

    Tinha quase a certeza, mesmo no momento do post, mas enfim...

    O referido acompanhamento está lá ao lado, noutros trabalhos de Keith Jarrett.

    Tenho que refescar estes neurónios, que me andam a deixar ficar mal. Perdoe-me este enorme lapso.

    Os € 125 do bilhete vão dar para um desumificador / ar condicionado a colocar na arrecadação "futura sala de música".

    Ainda vou ter que comer muitos ovos para coleccionar as respectivas caixas. Posteriormente, coladas nas paredes e tecto, tipo câmara anecóica, poderei abrir gás e disfrutar de alguns dos meus venerados LP's.

     
  • 04 julho, 2006 17:59, Anonymous Anónimo

    Confirmei, e estava enganado. Ai esta esclerose...

    Bem, como não o ouço desde 1985, com a matemática a sussurrar-me que foi há 21 anos, perdoo estes neurónios já meio passados.

    Após help me brother / father lá me enviaram um MMS com a capa da caixa que contém os 10 LP's. Pude assim relembrar-me que são concertos no Japão e a SOLO!

    Tinha quase a certeza, mesmo no momento do post, mas enfim...

    O referido acompanhamento está lá ao lado, noutros trabalhos de Keith Jarrett.

    Tenho que refescar estes neurónios, que me andam a deixar ficar mal. Perdoe-me este enorme lapso.

    Os € 125 do bilhete vão dar para um desumificador / ar condicionado a colocar na arrecadação "futura sala de música".

    Ainda vou ter que comer muitos ovos para coleccionar as respectivas caixas. Posteriormente, coladas nas paredes e tecto, tipo câmara anecóica, poderei abrir gás e disfrutar de alguns dos meus venerados LP's.

     
  • 04 julho, 2006 21:19, Anonymous Anónimo

    Já agora, tens alguma preferencia nos trabalhos?

    Khol Concert é esmagador, depois, noutro estilo, aplausos para os jazz standards (vol 1 e 2). Mas Jarret é muito ousado e por vezes dificil.

    Jarret fez grande parte dos seus discos, ao vivo, no japão. Na sua longa carreira já gravou mais de 100!!!!!

    Como dizia Pessoa, primeiro estranha-se depois entranha-se!!!

     
  • 05 julho, 2006 11:48, Anonymous Anónimo

    E de que maneira (Pessoa)

    Foram necessárias várias audições para "entranhar" algumas das peças. Mesmo hoje em dia, certamente descobrirei algo de novo ao ouvir as faixas percorridas muitas vezes (nalguns casos = dezenas).

    Um dos albuns que mais me marcou foi Belonging com Jan Garbarek. A inconfundível marca do saxofone de Garbarek, nalguns casos confundível com Coltrane, torna este album num dos melhores momentos de jazz que assaltou o meu aparelho auditivo. Salientaria Blossom e Belonging.

    Mas é muito difícil escolher. Jarrett deambula por formas (diria quase todas) de jazz, desde o calor e ritmo brasileiros ao mais frio jazz nórdico, com uma facilidade incrível tornando-o numa lenda viva.

    A escolha de Koln / Jazz standards é explosiva. Já tive ocasião de ouvir os dois. Penso que Koln concert é mais acessível, ao passo que Jazz standards (só ouvi o volume 1) é um exercício em que a frase se Pessoa assenta como uma luva.

    Um abraço.