sexta-feira, julho 28, 2006
deve ser do calor III
No parlamento madeirense mudou-se o vestuário, mas os procedimentos continuam com a dignidade de sempre:

Plenário interrompido
Diploma fora de prazo levou PS a abandonar a sala. Em resposta, o PSD ditou o encerramento dos trabalho
Data: 28-07-2006

A forma abrupta como ontem terminaram os trabalhos da Assembleia foi o corolário de um ano parlamentar bastante crispado. Duras críticas, várias interpelações à Mesa, "bocas", desentendimento total e votações repetidas ocuparam os deputados durante a manhã do último dia de trabalho antes das férias de Verão. Resultado: à tarde não houve plenário, como estava previsto, e ficaram 23 propostas para Outubro.

A polémica surgiu por causa de um projecto de resolução apresentado fora de tempo pelo PSD. Toda a oposição lembrou que a data limite de entrada de propostas era 14 de Julho, não compreendendo a razão de a Mesa ter aceite o projecto do PSD no dia 25.

Paulo fontes, que dirigia os trabalhos, bem se esforçou por explicar que «ficou no ar» a possibilidade de a Assembleia discutir processos de urgência emanados pelo Governo. Mas o PSD não é Governo, lembrou a oposição em bloco. Perante as críticas, o presidente da Assembleia remeteu para o plenário a discussão ou não daquela iniciativa. A controvérsia gerou várias interpelações e críticas à Mesa e culminou com uma estranha votação repetida três vezes em que a maioria viabilizou a proposta do PSD.
 
Postado por nuno mendes em 7/28/2006 |


3 Comments:


  • 28 julho, 2006 10:50, Blogger Andre Bradford

    Mas vai ter menos deputados e isso, segundo os ayatolahs do oxigénio, é que é importante. Cruz Credo!

     
  • 28 julho, 2006 12:26, Blogger nuno mendes

    falta aqui um detalhe: o final da sessão legislativa foi determinado por um deputado do PSD e não pela mesa do parlamento. O que mostra como Miguel Mendonça, mesmo de fato, dá-se muito à dignidade e ao respeito pelo seu próprio papel.
    Mas não é de estranhar. Já o vi, nas Canárias, a dar três entrevistas sobre o mesmo assunto à RTP/M porque Alberto João Jardim não percebeu as duas primeiras...

     
  • 28 julho, 2006 14:00, Blogger Nuno Barata

    Nem mais, André. Nem mais.