sábado, agosto 25, 2007
Cultura de Luto...
"Faleceu hoje de manhã, na sua residência, vítima de doença súbita, Eduardo Prado Coelho. Tinha 63 anos. Professor, ensaísta e escritor, Eduardo Prado Coelho era colaborador do PÚBLICO desde o primeiro número, tendo mantido nos últimos dez anos uma coluna de segunda a sexta-feira, O Fio do Horizonte. Crítico literário e polemista, era presença assídua no espaço público onde se envolvia de forma activa nos debates culturais e políticos. Intelectual público, envolveu-se várias vezes em campanhas políticas. " mais...
 
Postado por Rui Goulart em 8/25/2007 |


4 Comments:


  • 25 agosto, 2007 19:31, Anonymous Anónimo

    UM GRANDE SENHOR, APESAR DE ALGUM ELITISMO. DONO DE UM OLHAR SINGULAR.

    JOÃO

     
  • 25 agosto, 2007 19:36, Blogger LEÃO DA ESTRELA

    Quando se diz que o Sporting é um clube das elites, isso também tem muito a ver com o facto de ter adeptos e simpatizantes intelectuais como EPC, sem pejo de assumir que gostam de futebol e que têm um clube. EPC não tinha preconceitos pseudo-intelectuais. Era capaz de escrever sobre o “nosso” Sporting e, mesmo assim, ser lido por quem detesta futebol. Porque quando escrevia sobre futebol abordava o fenómeno como uma pessoa normal, com coração, cabeça e estômago. Também por isso, sendo um homem assumidamente de esquerda, chegando, às vezes, a escrever como se de um “spin doctor” do PS se tratasse, era lido e respeitado em todos os quadrantes políticos. Desde a fundação do jornal “Público”, em 1990, EPC escrevia diariamente sobre as grandezas e as misérias da cultura, da política e da sociedade portuguesas, a partir dos episódios do quotidiano. Tinha amigos de estimação. E inimigos também. Como qualquer ser humano marcante e perene.

     
  • 25 agosto, 2007 21:10, Anonymous Anónimo

    Viva o benfica, clube do Povo e humilde!

    E o carrilho, o que vai dizer do EPC???

     
  • 26 agosto, 2007 00:12, Anonymous jose augusto soares

    Quem sai aos seus...e EPC era filho de Jacinto Prado Coelho, outra figura eminente da Cultura portuguesa.

    Neste país de telenovelas...de floribelas...e outras que tais, talvez vultos como EPC se cansem de estar. E partem.

    Deixam saudades nos seus alunos, nos seus leitores, nos seus pares.
    Que são poucos.
    Muito poucos.