sexta-feira, setembro 22, 2006
jornalismo e política
O outro dia vi, na 2:, no Clube de Jornalistas, a propósito do fim d'O Independente, Inês Serra Lopes, Daniel Oliveira e João Figueira a falar, entre outras coisas interessantes, sobre as afinidades e simpatias políticas das redacções. Coisa de que nos Açores, vá-se lá saber porquê, não se fala. E talvez se devesse...
 
Postado por J.Sousa em 9/22/2006 |


3 Comments:


  • 22 setembro, 2006 15:00, Anonymous Anónimo

    A este nível ninguém é independente.
    Porquê o pudor em declararem as suas simpatias ?
    O exemplo inglês, em actos eleitorais, em que práticamente todos os media tomam posição clara é salutar.

     
  • 22 setembro, 2006 17:14, Anonymous Anónimo

    E do que é que se fala nos açores?A mim parece me que de nada, infelizmente.O problema é que a tendência não é para melhorar.

     
  • 22 setembro, 2006 18:15, Anonymous Rui Goulart

    Caro sócio e amigo:

    É claro que todos os jornalistas, tal como acontece como o resto das profissões, têm simpatias. Podem ser políticas, futebolísticas, pessoas, religião. Os jornalistas são cidadãos com plenos deveres e direitos, mesmo na emoção. A nível político, a parte mais complexa, os jornalistas têm preferências do ponto de vista pessoal, mas que podem não ser partidárias. As simpatias podem passar por projectos, pessoas, candidatos etc... A actividade política não se resume às afinidades partidárias. Cada vez mais, o eleitorado é flutuante. Um cidadão pode identificar-se com a esquerda e não gostar do PS, do PCP ou do BE. A obrigação do jornalista, na minha opinião, é tentar ser objectivo, não deixar que o lado emocional afecte, em demasia, o lado profissional. “O jornalista deve ser objectivo, tendo consciência da sua subjectividade”.
    Outra coisa é assumir publicamente uma posição política. Mas em Portugal não há, ao nível formal, essa escola, ao contrário de outros países. Aqui, nos Açores essa é uma cultura pouco aceitável. Mas no desporto a situação já é diferente. Qualquer jornalista desportivo assume a sua simpatia.
    Um jornalista tem o direito de gostar do PS, do PSD, da direita, da esquerda, do Benfica, do Papa, dos U2, do Fernando Pessoa, do Spilberg etc. Exige-se apenas uma coisa: Profissionalismo, e isso passa, entre outras coisas, pela objectividade e pelo rigor!
    Nos Açores não há essa abertura. É bom? Mau?

    Abraço amigo e muita FORÇA!!!!