terça-feira, novembro 29, 2005
Promedia
O post colocado aqui abaixo pelo Rui Lucas vem, em boa hora, colocar os pontos nos is, como se costuma dizer. Realmente, é difícil perceber como é que o Correio dos Açores recebe 20 mil euros num trimestre (80 mil euros por ano) e o Diário dos Açores cerca de 16 mil euros (64 mil euros por ano). Ainda mais estranho é que qualquer um dos jornais receba mais do que o Açoriano Oriental.
Não é, por isso, difícil perceber que os jornais do candidato à presidência do PSD/Açores são, em boa parte, empresas públicas. O governo não detém parte do capital social mas, calculo, deve ser responsável pela esmagadora maioria das receitas de todas as publicações da Gráfica Açoreana.
O que está errado com o Promedia pode ser reflectido nestes números publicados pelo Jornal Oficial: como se nota os apoios para a comunicação social das ilhas mais pequenas são muito reduzidos e, continuo a pensar, imprescindíveis para que essas mesmas publicações possam continuar a sobreviver.
Não é justo que por causa de umas natalinices a maioria das publicações do arquipélago fique à beira do colapso. Nem é justo que para evitar os abusos de um, paguem todos por igual.
 
Postado por nuno mendes em 11/29/2005 |


2 Comments:


  • 29 novembro, 2005 22:07, Blogger H. Blayer

    o que é que sugeres então? 2 pesos e 2 medidas?
    Eu cá vejo pelo menos uma forma de contornar a situação... Visto e provado que a informação é vital para o desenvolvimento, pois aproveite-se e adapte-se (parte d)o "Fundo de Coesão" para apoiar as publicações das ilhas mais pequenas.

     
  • 30 novembro, 2005 00:15, Blogger Rui Lucas

    Sabes melhor que eu, sendo tu de uma dessas ilhas mais pequenas, que as publicações nessas ilhas pouca ou nenhuma importância têm. Os únicos órgãos de comunicação social com algum peso são as rádios locais.