terça-feira, novembro 22, 2005
Onde pára o dinheiro?
Continua por esclarecer a polémica acerca da dívida da República aos Açores. No encerramento do congresso do PS/Açores José Sócrates não disse nada sobre o assunto e Carlos César, apesar do discurso pouco simpático, também ignorou o tema. Apenas se conhece o voto favorável dos deputados socialistas açorianos no final do debate na generalidade do Orçamento de Estado (OE). Das duas uma: ou a discussão do OE na especialidade ainda nos reserva alguma surpresa, o que não parece provável, ou o acordo para o pagamento da dívida foi por água abaixo – isto partindo do princípio que ele existe. Caso se confirme a segunda hipótese, a profissão de fé feita por César em defesa dos interesses dos Açores mais não foi que um conjunto de palavras vãs. E essas leva-as o vento ou os solidariedades partidárias.
 
Postado por Rui Lucas em 11/22/2005 |


9 Comments:


  • 22 novembro, 2005 01:19, Blogger JAJ

    Se houvesse oposição... como não há digo algures... entre a palavra de um e o desmentido do outro.

     
  • 22 novembro, 2005 09:46, Blogger K2ou3

    Tudo isto até me leva a ter a duvida se essa divida realmente existe, ou se é somente um "faitdiver" para entreter.

     
  • 22 novembro, 2005 11:34, Blogger Rui Lucas

    A dívida existe, disso não há dúvidas!

     
  • 22 novembro, 2005 15:03, Blogger Pedro

    No Faial, Sócrates ouviu bem César falar em "desentendimentos mesmo sobre entendimentos". Parece, assim, provado quem não disse toda a verdade.

     
  • 22 novembro, 2005 15:47, Blogger Rui Lucas

    Caro Pedro, já não é isso que está em causa. César fala num acordo, Sócrates desmente-o no dia seguinte e no final dessa semana os deputados do PS/Açores votam a favor do OE na generalidade. Logo, alguma coisa aqui não bate certo! Partindo do princípio que existe acordo, Sócrates não deu sinais de querer cumpri-lo. Assim, como é que se justifica o sentido de voto dos deputados do PS/Açores? Enfim, voltamos falar a 30 de Novembro, após a votação final global do OE. Aí não haverá dúvidas sobre o eventual pagamento da dívida da República aos Açores. O suposto acordo agora é secundário, o que importa é o pagamento da dívida.

     
  • 22 novembro, 2005 16:13, Blogger Pedro

    Mais do que o dinheiro, deveria ser a verdade a pautar as relações na política. Se assim não for, a dúvida ficará para sempre a pairar, com ou sem transferências.

     
  • 22 novembro, 2005 22:40, Blogger H. Blayer

    Continuo a achar que os "culpados da persistência do equívoco e das dúvidas, são os jornalistas, que têm mais é que continuar a perguntar a Carlos César, "afinal como é?".
    E os jornalistas nos Açores parecem contentar-se com pouco e deixam morrer os assuntos sem os mesmos estarem esclarecidos.
    Afinal, César deve uma explicação. Não aos jornalistas, como é óbvio, mas ao povo açoriano

     
  • 23 novembro, 2005 10:48, Blogger JAJ

    Não julgo que a culpa seja dos jornalistas ela é dos políticos, julgo no entanto que os jornalistas deveriam insistir mais no apuramento da verdade.

    www.hadireitanosacores.blogspot.com

     
  • 23 novembro, 2005 11:07, Blogger K2ou3

    Vi aqui dizer que deveriam ser os jornalistas a insistir e perguntar aos politicos. Pura perda de tempo.
    Talvez se alguem se dispuse-se a fazer um trabalho de investigação, os politicos venham a ter mais certezas e noção da realidade.
    Mas teria que ser um trabalho bem profundo, desde a cópula ao nascimento.
    Tenho quase a certeza de que vão ser bonitas as conclusões.